Lava Jato acha telefone da mulher de Gilmar no celular do Rei do Ônibus

rocuradoria da República, no Rio, revela ‘apreensão’ com a possibilidade de serem soltos os alvos da Operação Ponto Final, que capturou a cúpula do Transporte do Estado

Julia Affonso e Luiz Vassallo

18 Agosto 2017 | 18h03

A força-tarefa da Operação Lava Jato encontrou o número de telefone de Guiomar Mendes, mulher do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na agenda do celular do empresário Jacob Barata Filho, o ‘Rei do Ônibus’. Na noite de quinta-feira, 17, Gilmar Mendes mandou soltar Jacob Barata Filho, preso pela Operação Ponto Final – que capturou a cúpula dos Transportes do Rio em julho.

Documento

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O empresário nem chegou a sair da prisão, porque o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, do Rio, expediu novo mandado contra ele. A Procuradoria da República, no Rio, quer a suspeição de Gilmar.

Em ofício enviado, nesta sexta-feira, 18, ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, noves procuradores regionais da República e mais quatro procuradores que atuam perante a 1.ª instância argumentam que o encontro do número de telefone da mulher de Gilmar no celular do Rei do Ônibus reforça a proximidade do ministro com o empresário.

“A proximidade de Jacob Barata Filho com o ministro Gilmar Mendes também é demonstrada pelo fato de o contato da esposa do ministro, Guiomar Mendes, constar na agenda telefônica do aparelho celular do empresário”, afirma a força-tarefa.

“A informação consta no aparelho de celular Apple Iphone 7 plus, apreendido na prisão de Jacob Barata Filho, conforme relatório de extração.”

O documento tem nove páginas. Segundo o Ministério Público Federal, no Rio, Jacob Barata Filho ‘possui vínculo societário empresarial com Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, irmão da esposa do ministro, Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, na empresa Auto Viação Metropolitana LTDA’. A Procuradoria mandou a Janot um documento da Receita como comprovação.

“Além do vínculo societário, Jacob Barata Filho e Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, cunhado do Ministro, possuem íntimo relacionamento pessoal, tratando-se como amigos e compadres em diálogo travado dias antes da prisão do empresário”, observou a força-tarefa.

Na mensagem, de 29 de junho de 2017, o ‘Rei do Ônibus’ escreve a Chiquinho Feitosa. “Chiquinho, bom dia! Vc está sumido. Onde anda? Saudade do amigo. Um grande abraço, Jacob.”

Às 19h21, Chiquinho responde. “Td bem, meu amigo. Saudade tbm d vc. Estava em Portugal cheguei ontem e vim direto pra Presidente Prudente, afinal de contas lembra q vc foi quem me deu corda? Estava eu aposentado e agora cheio d trabalho kkkk Mas a sua disposição sempre… só vc chamar, hora e lugar. Abraço grande do seu amigo e compadre, Chiquinho Feitosa.”

No dia seguinte, às 12h34, Jacob pergunta. “Vc estará em Fortaleza na 2f?”

“Estarei irmão”, responde Chiquinho Feitosa.

“Vou lá te dar um abraço”, diz o ‘Rei do Ônibus’.

“Será um grande prazer, irmão. Segunda é meu aniversário porém farei um almoço na sexta na boisa. Se tiver como vc equacionar a sua agenda será ótimo, ficarei muito feliz. Sr Humberto e outros amigos lá de Portugal estão vindo na quinta e retornando sábado só para o almoço e sua presença me prestigiaria bastante.”

Jacob Barata Filho foi preso no dia 2 de julho.

A ÍNTEGRA DA NOTA DA PROCURADORIA DO RIO

Lava Jato/RJ – Nota Pública

Em relação à liminar em habeas corpus concedida na data de ontem (17/08/2017) pelo Ministro Gilmar Mendes, os membros da Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro vêm a público manifestar a sua apreensão diante da possível liberdade precoce de empresários com atuação marcante no núcleo econômico de organização criminosa que atuou por quase dez anos no Estado, subjugando as instituições e princípios republicanos, e que detêm poder e meios para continuarem delinquindo em prejuízo da ordem pública e da higidez da instrução criminal. A Operação Ponto Final é um desdobramento de diversas operações que têm ocorrido desde novembro de 2016 no Rio de Janeiro, reunindo um esforço imenso de vários órgãos de Estado com o objetivo comum de infirmar a atuação de detentores de espaços de poder corrompidos há muitos anos, e que, não obstante, nunca cessaram as suas atividades insidiosas, nem mesmo com o encerramento da gestão estadual anterior, havendo registros recentes de pagamentos de propina e atos de obstrução a Justiça. A aplicação de um processo penal em que se entende não ser cabível a prisão preventiva para um acusado de pagar quase R$ 150 milhões de propina a um ex-governador e que tentou fugir do país com um documento sigiloso fundamental da investigação, definitivamente não é a aplicação de uma lei que se espera seja igual para todos. A apreensão dos Procuradores sobreleva diante de contexto em que o prolator das referidas decisões é cônjuge de integrante do escritório de advocacia que patrocina, em processos criminais da Operação Ponto Final, os interesses de pessoas jurídicas diretamente vinculadas aos beneficiários das ordens concedidas o que, à luz do art. 252, I, do Código de Processo Penal, e do art. 144, VIII, do Código de Processo Civil, aplicável com base no art. 3º do Código de Processo Penal, deveria determinar o autoafastamento do Ministro Gilmar Mendes da causa. Para garantir um juízo natural sobre o qual não paire qualquer dúvida de imparcialidade, e em respeito aos jurisdicionados e à instituição do Supremo Tribunal Federal, os Procuradores encaminham na data de hoje ao Procurador-Geral da República ofício solicitando o ajuizamento de exceção de suspeição/impedimento, instrumento processual disponível às partes em tais hipóteses.

Integrantes da Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro – PR/RJ e PRR2

COM A PALAVRA, O ADVOGADO SÉRGIO BERMUDES

“A dra Guiomar Mendes efetivamente trabalha no nosso escritório. Ela trabalha no nosso escritório de Brasília. É tia do ex-marido de Beatriz, filha de Jacob Barata. O Francisco, sobrinho da Dra Guiomar, foi casado com Beatriz, se separaram legalmente em setembro, outubro do ano passado. De maneira que cessou qualquer impedimento do ministro Gilmar, porque a menina Beatriz deixou de ser sobrinha por afinidade da mulher dele. Eu sinto muito que o problema esteja sendo colocado a margem da lei, da doutrina e da jurisprudência. A lei é muito clara. O juiz tem a obrigação de exercer o seu ofício, obrigação de julgar. A lei só dispensa o juiz da obrigação quando ele estiver impedido ou for suspeito. Só está impedido ou suspeito nos casos especificamente declarados na lei. Como por exemplo: o juiz só está impedido, quando a parte for o irmão dele, um exemplo. Outro exemplo, o juiz é suspeito quando a parte tiver negócio com ele ou for credora ou devedora dele. Os casos de suspeição ou impedimento são casos que a gente chama de Direito Estrito. Isto é, só se aplicam àquelas situações especificamente previstas na lei. A lei não cria nenhum impedimento, de nenhum magistrado cuja mulher é tia de alguém que foi casado, mas se separou, da mulher da parte, como no caso específico. Como a mulher do ministro não é tia da Beatriz, filha de Jacob Barata, o ministro não está impedido de exercer suas funções no processo do Jacob Barata. O fato de um cunhado de um juiz ser amigo de uma parte não impede um juiz de julgar. Porque senão seria o seguinte: se levar longe essa questão, daqui a pouco ninguém mais pode julgar ninguém. É preciso também ter em conta que por dever de ofício o juiz é homem de quem se esperam altos padrões de moralidade. O juiz tem obrigação de julgar, ele é pago para isso.”

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INSS NAO INFORMA PARCELAS PAGAS NO CONTRACHEQUE QUE O APOSENTADO. DESCONTAM DE MEU CONTRACHEQUE DE 2009 ATÉ O PRESENTE ANO

Salvador-Bahia, 15 de agosto de 2017.

Ilmª. Sra. da Defensoria da Bahia
Sra Ana

Nesta

Salvador (Bahia) 10 de agosto de 2017

Dra Cármen Lucia, presidente do STF

Nesta

 

Aposentadoria por Tempo de Contribuição: nr 42/153.366.32-1: CRISTINA MARIA RIBEIRO BENEVIDES (62 ANOS) 17/10/1954.

Por que não pude me aposentar pela Aposentadoria Especial se trabalhei desde 1973 quando comecei vida laboral no extinto Sanatório Bahia como Auxiliar de Enfermagem em contato com doentes mentais sendo “trabalho insalubre/PERICOLOSUSO” no Polo Petroquímico de Camaçari em algumas empresas e que apresentei na época ao Gerente Executivo do posto do INSS, hoje DIRBEN-8030, DSS-8030, DISES BE 5235 e que trabalhei por toda vida laborativa de forma de forma contínua (habitual e permanente) e sem interrupções durante a jornada de trabalho do grupo de agente nocivo (químico, físico, biológico ou a associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física) ou por categoria profissional (profissão dentro de grupos profissionais) e que “Apresentei” todos os documentos SB,s na época que foi solicitado minha Aposentadoria Especial quando da Cessação da Aposentadoria por Invalidez, no ano de 2010 e me aposentaram por Tempo de Contribuição e não converteram em Aposentadoria Especial a tenho direito?

Fui convocada na época até pela Polícia Federal – MPF Ba que nada identificou além do que aqui informo na época do Retorno Voluntário ao Trabalho.

Fui aposentada por invalidez que até hoje tenho doença mental e quando retornei ao trabalho por vontade própria por que nem alimento tinha RETORNEI

Suspenderam meu salário do INSS e transferiram para Tempo de d=Contribuição que me descontam 335,00, e aumenta 20% anualmente. O Débito com o INSS estava no valor de R$ 67.327,85 (sessenta e sete mil, trezentos e vinte e sete e oitenta e cinco centavos) descontado desde o ano de 2010 e até 2017 nem pára mesmo com este desconto, E NEM DIMINUI 0 TOTAL DO DÉBITO.

NUNCA ACABO DE PAGAR ESTA DÍVIDA DESDE 2010.

 

Cordialmente,

 

Cristina Benevides

 

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Primeira Perguntas – Lya Luft

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MINHAS TAMBÉM PERGUNTAS

Cristina Benevides, leitora

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Começando esta coluna lembrei de lhe dar o título acima, porque me vejo cheia de indagações a que ninguém ainda respondeu a meu contento. Faço aqui uma lista delas, na esperança de que alguém mais inteligente, mais esperto ou mais informado do que eu me ajude:

“FAÇO UMA LISTA DE INDAGAÇÕES, NA ESPERANÇA DE QUE ALGUÉM MAIS INTELIGENTE, MAIS ESPERTO OU MAIS INFORMADO DO QUE EU ME AJUDE”

  • Por que, se não estamos nem em Israel nem em Gaza, morrem tantos inocentes por aqui, diariamente – homens, mulheres, velhos, crianças – encurralados nas ruas e em casa por criminosos que acabam em sua maioria impunes? Por que andamos feitos ratos assustados mesmo em nossas cidades menores? Moradores de países conflitados dizem que suas crianças nem conhecem a paz. Muitas das nossas só conhecem a violência.
  • Por que o assunto Pasadena nem se encerra nem se abre direito? Revelações cada vez mais escabrosas vão juntando infratores de todo o tipo, cor, classe, partido e escalão, tão bem disfarçados e protegidos que até os mais infratores pareciam inocentes, e os mais inocentes podem ser acusados de infratores – o que está acontecendo com o Brasil?
  • Como é possível que agora se descubra que nos depoimentos nessa CPI da Petrobrás pessoas ditas sérias e competentes receberam as perguntas antecipadamente, portando-se como moleques que fazem cola no vestibular – roubando-nos as últimas pequenas esperanças de confiabilidade -, e nada sério aconteça?
  • Por que os processos que deveriam expor nossas feridas, encontrar, mostrar e punir culpados dos mais variados crimes se arrastam anos, décadas a fio, e ninguém se anima a fazer uma reforma no nosso Judiciário, que impede a polícia de prender criminosos, ou os solta no segundo dia, e toda sorte de burocráticas complicações com ar e cheiro de atraso secular – e tantas vezes réus condenados ou confessos, em lugar de punição, recebem cargos ainda mais altos?
  • Por que, sendo o Brasil um país civilizado, temos quase quarenta ministérios e outro tanto de partidos políticos? Mais significa menos, gente: dá para arrumar isso ou não, não e nunca?
  • Por que nossa política virou um mercado persa de ofertas e negociatas, e a maioria se empenha, nessas campanhas iniciantes, em denegrir o outro, insultar, caluniar, difamar, inventar mais do que romancista criando suas ficções…e ninguém diz nada, ninguém faz nada, tudo é permitido nessa grotesca arena?
  • Por que, quanto mais honesto o político, mais dificuldades ele tem, e por que quase ninguém mais acredita em política e políticos?
  • Por que não é a educação o primeiro e principal clamor de todos os candidatos? E por que, se algum deles afirmar isso, a gente de saída não acredita porque já perdeu a esperança? Aliás, como é possível que num país civilizado a educação não seja o projeto primeiro, e tenhamos tanta criança sem escola, tanta escola sem professor, tanto professor sem incentivo, tanta ilusão sobre notebooks em todas as escolas quando em muitas não há nem merenda escolar nem giz ou livro? Como chegamos a esse ponto?
  • Por que aceitamos tudo com esse jeito de “Deus quer assim”? Por que grandes quantias de dinheiro dirigidas a consertar a devastação trazida por tragédias de anos atrás, como os deslizamentos de Nova Friburgo, e tantas mais, nunca foram empregadas e lá ainda encontramos carros afundados no barro até a metade, dezenas de casas destruídas, e igual número de famílias vivendo em barracas, em casa de parente, em abrigos públicos – e ninguém seriamente reclama?
  • Por que andamos em transporte público vergonhoso, apertados como carga ou animais, atrasados, suados, exaustos já antes de iniciar um dia de trabalho – e ninguém faz nada?
  • Por que nossa economia manca, anda de ré, engatinha, e ainda tem gente em altos postos dizendo que está tudo bem – como se fôssemos um povo de débeis mentais (ou somos alienados)?
  • Por que num país onde há dezenas e dezenas de lixões por onde rastejam seres humanos – não animais -, sobretudo crianças, se anunciam com orgulho, depois da Copa, obras bilionárias para a Olimpíada de 2016, e aplaudimos?
  • E por que, diante disso e muito mais, o país não para estarrecido?